Balaio na Personi
Revista Personi desse mês traz matéria sobre audiovisual e destaca Balaio Filmes.
O fator ‘X’ do audiovisual
Em tempos em que investir em propaganda com vídeos na TV ou na Internet é requisito básico para o sucesso de uma empresa, o profissionalismo e a criatividade definem quem se destaca neste meio
Se a vontade de investir é grande, o número de ofertas no mercado é maior ainda. Com o fácil acesso a aparelhos eletrônicos, produzir um vídeo se tornou algo corriqueiro. Porém, o diferencial entre o sucesso e o fracasso está justamente no nível de profissionalismo envolvido. Ter uma câmera compacta que filme em HD (alta defi nição) não assegura qualidade, pois fica a dúvida se quem a opera vai saber extrair o melhor ângulo, ou entregar o comercial com a melhor qualidade de finalização. Ou seja, é um barato que sai caro. Já que um comercial em vídeo serve tanto para a TV quanto para a Internet (afinal, um empreendimento que se preze tem que ter seu endereço na rede também), há ainda outro risco: se o produto for mal feito, tem grandes chances de virar um hit no Youtube, mas por todos os motivos errados: roteiro mal feito, atuação duvidosa dos atores, ou qualquer outro fator que possa ligar o nome da empresa a algo que desvalorize a marca. “Um comercial mal feito com certeza mancha a imagem do cliente, pois uma publicidade ruim é tão marcante quanto uma boa”, explica André Pires, um dos sócios da Balaio Filmes, produtora de vídeo de Taubaté.
Diferencial:
UMA IDÉIA EM PRÁTICA
Entre os principais fatores que determinam o sucesso de um comercial (e, consequentemente, da marca) é a ideia por trás de tudo, e o ato de passar a mensagem certa para o público-alvo certo. “Se for um filme para o mercado varejo, como um comercial de ofertas de supermercado ou de loja de carros, por exemplo, não adianta muito ser conceitual, pois o público quer mais é saber de marca e preço. Mas mesmo assim deve ser algo bem feito, com um algo a mais por trás do produtos anunciados”, conta Felipe Balista, também sócio-diretor na produtora. “Agora se a intenção é divulgar a marca, não adianta cair naquele velho conceito de mostrar uma fachada de loja e o proprietário dando ‘jóinha’. Uma ideia nova e criativa, quando bem executada, sempre chama mais a atenção do público final, dando mais resultados”, ressalta. No processo de produção da Balaio Filmes, muitos comerciais chegam por intermédio de agências de publicidade, que criam o roteiro e a estratégia do cliente. Nesse caso, apenas executam o roteiro, mas buscam sempre colaborar e pensar no filme junto com a agência, para chegarem ao melhor consenso sobre técnicas e linguagem, de maneira mais adequada para o melhor resultado final pretendido. A prova de que a produtora está em constante busca pelo melhor resultado é a experiência de seu time, que conta também com a cineasta Mariana Moraes, graduada pela Long Beach City College, na Calofórnia (EUA). O diferencial dela é aplicar a experiência adquirida nas produções de cinema, fator que garante um certo destaque em seus trabalhos. “Há um bom tempo a publicidade e o cinema caminham juntos. Os padrões estéticos do cinema são usados com frequência nos grandes filmes publicitários. Tudo que aprendi estudando cinema, toda base da criação cinematográfica, desde o roteiro até a finalização, tento aplicar em nossos trabalhos”, revela. Hoje um dos desafios da Balaio Filmes é a busca por trabalhos mais conceituais. Ou seja, vender uma marca ou produto, mas de uma forma que conquiste o espectador, fazendo com que ele veja ali mais que o concreto. “Buscamos sempre trazer uma visão mais artística e conceitual aos nossos filmes. Não queremos levar ao telespectador somente a visão concreta do produto ou serviço, mas principalmente mexer com o emocional, com a sensação que aquilo traz. Grandes peças publicitárias se dedicam apenas a um conceito, sendo apenas assinada com a marca no final”, explica ela, que ainda acrescenta: “alguns clientes, agências e produtoras já se adequaram a essa nova forma de fazer publicidade. Os que ainda não se adequaram estão cada vez mais ficando pra trás”. REVISTA PERSONI